CRÍTICA À FUGA - A candidata do PV criticou os adversários por não estarem participando de debate.
A candidata do PV à Presidência da república, Marina Silva, defendeu um plebiscito sobre a prática do aborto e uso da maconha. A afirmação foi feita nesta segunda-feira durante uma sabatina ao portal de notícias Terra. Questionada como agiria caso o Congresso Nacional aprovasse a liberação das duas práticas, Marina foi enfática e assumiu a posição contrária aos temas.
O que eu estou propondo é um plebiscito. A sociedade é quem vai decidir sobre o assunto. Agora, obviamente que eu tenho meu posicionamento. Se as pessoas acham que essa minha visão e princípio inviabilizam elas de votarem em mim, é um direito que elas têm. Agora, se elas observam que, nesse aspecto, eu não me coloco de forma preconceituosa e defendo o direito individual, vão perceber que é o meu direito de me posicionar sobre o assunto, disse.
Marina também foi questionada sobre a união civil entre homossexuais. A presidenciável também se colocou de forma contrária ao tema, porém, não sugeriu uma consulta pública por meio de plebiscito, caso o Congresso aprovasse a união, para sancionar ou vetar a matéria. A candidata usou do discurso religioso para justificar a postura diante do debate proposto pelos entrevistadores.
Uma candidata competitiva
A candidata do PV à presidência da República, Marina Silva, disse, que a "dicotomia" entre os candidatos José Serra, do PSDB, e Rousseff, do PT, "está quebrada". Marina fez a afirmação comentando os resultados das últimas pesquisas de intenção de votos. A pesquisa divulgada pelo Datafolha mostra Serra e Dilma tecnicamente empatados, com 37% e 36%, respectivamente, enquanto Marina tem 10% das intenções de voto. "Essa dicotomia já foi quebrada. Já conseguimos reverter muitas coisas. As propostas passaram a ser debatidas, porque antes era disputa entre currículo e passado", disse a candidata. Marina atacou seus dois principais adversários na disputa por não estarem participando de debates. Para ela, trata-se de uma tentativa de deixar o eleitor no anonimato. "Estão querendo produzir um anonimato eleitoral. Mas o eleitor está saindo da sombra e vindo mostrar seu rosto", disse. Questionada sobre o tempo que ainda resta para mudar o quadro das pesquisas a candidata citou o escritor francês Victor Hugo: "Nada é mais potente do que uma ideia quando seu tempo chegou". Para a candidata do PV, a polarização entre Serra e Dilma não existe e que sua "virada" virá da moblização da sociedade.
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