Jornal Alto Madeira

Porto Velho, 8 de Setembro de 2010
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Pesquisas guiam ação dos presidenciáveis

Data: 08/03/2010

­MINIMIZANDO - Para o PSDB as pesquisas agora são meramente indicativas das estratégias que os candidatos irão assumir.

A última pesquisa Datafolha (dias 24 e 25 de fevereiro) expôs fragilidades e potenciais tanto do tucanoquanto da pré-candidata do PT, ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), que está na segunda posição. Os coordenadores das pré-campanhas, incluindo a da senadora Marina Silva (PV), já preparam baterias de viagens dos pré-candidatos pelo país em abril e maio e adequações dos discursos para reverter quedas registradas em determinados segmentos do eleitorado. O deputado federal Ciro Gomes (PSB), quer disputar a Presidência, mas sua candidatura ainda não está assegurada. Segundo a pesquisa o suposto crescimento de Dilma se deu entre os mais jovens, na faixa de 0 a 5 salários mínimos e de baixa escolaridade. Segundo dados de janeiro do Tribunal Superior Eleitoral, 41% do eleitorado têm entre 18 e 34 anos. Por outro lado, Dilma não angariou votos do eleitorado de nível superior e despencou cinco pontos entre os que ganham mais de dez salários mínimos.

Uso das pesquisas

Serra, em contrapartida, atraiu volume significativo de simpatizantes no mesmo período quando considerado o eleitor que ganha mais de dez salários mínimos (4% da amostra do Datafolha) e tem nível superior (13% do total na pesquisa), mesmo sem admitir a pré-candidatura até então. Para o deputado federal Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB-ES), um dos coordenadores da campanha de Serra em 2002 e que atualmente auxilia na preparação do programa de governo do tucano, "o crescimento de Dilma já havia sido monitorada por pesquisas do PSDB" e é atribuída a grande exposição que ela está tendo na mídia.

Serra deve organizar um tour pelo país tendo como referência o projeto "E agora, Brasil? O país que somos e o que queremos ser", desenvolvido pelo Instituto Teotônio Vilela, com PSDB, DEM e PPS, para discutir diretrizes do programa. "Nossa mensagem será uma só, mas saberemos o que fazer para ela chegar a cada um dos segmentos do eleitorado", disse o deputado tucano. Quem também tem uma estratégia de se aproximar do eleitor de baixa renda é a pré-candidata do PV, Marina Silva, que cresceu dois pontos desde dezembro entre os que ganham até dois salários mínimos. Segundo o vereador Alfredo Sirkis (PV-RJ), coordenador nacional da pré-campanha de Marina Silva, há "três tribos" que merecem atenção especial: a classe média mais politizada, a juventude e os mais pobres, sobretudo as mulheres. "A estabilidade da Marina nesses segmentos é animadora, já que Dilma e Serra têm exposição brutal. Ela será o "tertius" nesta campanha em que as pessoas vão se cansar da polarização."

Já o Palácio do Planalto, dentro da estratégia de antecipar a campanha que adotou, pagou R$ 2 milhões por pesquisas que aferem a popularidade de programas de governo e ações às quais a imagem da pré-candidata petista está mais associada. Segundo relatórios traçados por especialista em comportamento eleitoral as pesquisas existentes indicam "patamares elevados de desconhecimento" de vitrines do governo, como o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e o pré-sal. Os estudos foram iniciados em 2009, sob encomenda da Secretaria de Comunicação da Presidência. Os resultados são estratégicos para delinear a plataforma eleitoral da ministra. A lembrança da propaganda oficial do PAC foi considerada "escassa" em relatório de pesquisa qualitativa de maio, que recorreu a entrevistas mais aprofundadas. Esta pesquisa detectou "forte desconfiança", principalmente entre os mais ricos, em relação ao programa.

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